19 de março de 2018

























Todas as manhãs se senta no mesmo banco da praça central da vila.
Apoiado na sua bengala porque a idade já pesa, vê passar os amigos, vizinhos, desconhecidos ou turistas. Cumprimenta, acena, levanta o boné às senhoras, sorri e responde por meias palavras a quem com ele mete conversa.
Ouve o riso das poucas crianças que por ali ainda brincam. Sorri ao ouvir as suas conversas inocentes.
E relembra! Relembra a vida que foi passando, as pessoas que nela existiram, as crianças que criou.
Relembra os filhos que foram procurar uma melhor vida para longe da vila.
Pensa nos netos que vê meia dúzia de vezes por ano.
Hoje está mais triste, mais cabisbaixo e pensativo. Os filhos já telefonaram,  deram os parabéns, desejaram um dia feliz, mas não puderam dar aquele abraço que aconchega.
E esse carinho hoje fazia mais falta que nos outros dias.
Afinal, hoje é dia do pai!

Como fazem falta os pais aos filhos e os filhos aos pais...

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